Se você optar pelo orgulho, aprenda a lidar com a saudade.

Leia o texto abaixo ao som de Jason Mraz Living In The Moment

As pessoas que eu amo, não costumam me amar de volta. Sinceramente, eu não sei se isso é uma deficiência da minha parte, ou se, realmente, falta amor no mundo. O que eu posso dizer com mais clareza, é que somente quem reconhece esse sentimento, merece senti-lo.

Gostar é para muitos. Se apaixonar é para os distraídos. Amar, amar é para poucos. A gente gosta de coisas, de materiais, momentos, enfim, de praticamente tudo aquilo que temos um certo apego. Nos apaixonamos pelo menos provável, é uma surpresa, um inesperado que coloca sentido em tudo o que estava perdido. Quando amamos, estamos de corpo e alma em uma relação. Amar é um sentimento único, completamente recíproco e necessário.

Ambos sentimentos são intensos, cada um da sua maneira. Não menosprezo nenhum tipo de relacionamento. O que eu não aceito é que ele seja unilateral. Não é questão de sorte ou azar, tabuleiro ou cartas. Devemos oferecer ao outro, tudo aquilo que gostaríamos de receber. O amor não é um jogo, onde quem perder, vai se encarregar de lidar com toda a dor. O amor é uma vitória, uma conquista, questão de merecimento.

Sempre tem aquele lado que se envolve mais. Esse é o mais delicado, pois, nem todos os casos são possíveis de se resolver. Por vezes, depende da compreensão, da paciência e do olhar crítico ou analítico do outro. É muito simples insultar, apontar o dedo ou julgar. Mas nesses momentos de fragilidade, cabe o respeito e as boas intenções. Em uma relação, alguém vai amar mais. Não, isso não é uma regra. Mas acontece em todos os casos do acaso. Não existe um motivo completamente lógico para essa afirmação, mas convenhamos, que depositar expectativas demais no presente, pode ser uma grande frustração no futuro. O equilíbrio do coração e do bom-senso é o que faz tudo acontecer e solidificar.

O ser humano erra. Devemos aprender a perdoar, verdadeiramente. Da boca para fora é fácil, eu quero ver arrancar de dentro toda a mágoa e limpar as impurezas que restaram. Chega de fazermos falsas promessas, de acreditarmos tanto em conto de fadas. Estamos na época de sinceridade, característica essa, que poucos possuem. As pessoas sentem um medo absurdo de perder. Mas em contrapartida, não mexem um dedo para mudarem a situação. Muita coisa é questão de comodismo, conforto e costume. Mudar é um desafio, nem todos estão dispostos a apostarem todas as fichas em algo que não é concreto. Mas, ao analisarmos friamente, é nítido que tudo se começa no escuro. É aos poucos que a vida vai clareando, e nos mostrando quem está ao nosso lado e qual caminho devemos percorrer.

Insistência no que não vale a pena é pura ignorância. Nunca estamos preparados para o desapego. No fundo, o que mais queremos, é uma rotina tranquila. Um amor quente, regado de uma paixão avassaladora e um porto seguro. Mas a realidade é bem diferente, uma vez em que depositamos a nossa própria felicidade nas mãos do outro.

Orgulho é tudo o que fica, do que já acabou. Seja uma discussão, um desentendimento ou uma briga. Sentimos remorso, arrependimento e chateação. É sentir a falta, a saudade, mas saber onde encontrar e, ainda assim, pensar duas ou mais vezes antes de qualquer atitude. Orgulho é um sentimento que corrói por dentro. É instável e negativo. Orgulho é perder tempo, é cultivar os ferimentos e pensar um pouco mais no próprio umbigo. Orgulho é o que resta dos erros, da decepção ou dos próprios anseios. Orgulho é você saber que para se ter tudo, é preciso caminhar dois passos à frente, mas, continuar optando por recuar-se. Orgulho é perder tempo na amargura, não valorizar o sorriso. Orgulho é saber muito bem onde você quer chegar, mas continuar estagnado em prol dos próprios pensamentos. A mente domina os fracos, vença os seus instintos e não perca oportunidades de dormir com a cosnciência tranquila. Nada mais calmo, do que sonhar depois de um turbilhão de problemas que te fariam perder o sono. Ficar parado não vai resolver nada, mexa-se. Com movimentos lentos ou mais rápidos, não se feche em uma prisão sem grades.

Sentir saudade é uma questão de escolha. Quem quer, sempre arruma um jeito. Não tem medo de tentar, de dar a cara a tapa ou colocar a mão no fogo. Simplesmente, faz de tudo para acontecer. E, se a vontade for mútua, não tem como dar errado. Saudade é aquele pensamento longe, que queríamos por perto. O cheiro marcante, o beijo gostoso, o abraço acolhedor. Saudade é não ter. Saudade é tudo o que você carrega no peito, por deixar o orgulho sempre falar mais alto.

Não perca quem você ama.

Corra atrás do que te faz sorrir!

A vida é uma só, viva…

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