Caso Indefinido.

Leia o texto abaixo ao som de Cristiano Araújo Caso Indefinido.

Me deixa falar de amor, de um jeito que só eu sei?

Quando tudo se acalma e parece estar bem, quando as correntezas do rio parecem seguir o caminho natural, alguma coisa acaba me fazendo lembrar, daquilo que eu tento esquecer. Às vezes, em meio a uma sensação de felicidade infinita, surge algo no fundo do meu coração e da minha mente, fazendo com que a realidade me desperte um sinal vermelho de atenção redobrada. Tudo isso, é a conspiração, que faz com que eu me lembre você. Virou rotina incessante, acordar e perceber que nada mudou. Eu até tento dar risada de toda essa louca mania de você, mas as peças que o amor me prega, não tem a menor graça. Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer, aposto que nem se quer, isso passou pela sua cabeça.

Eu não planejei me apaixonar por você.

Se eu soubesse que aquela aventura se tornaria amor, eu jamais ficaria correndo todo esse risco. Mas, infelizmente, a vida anda de mãos dadas com o amor, e juntos, estavam pregando peças em cada passo que eu dava ao seu lado. Doce inocência, eu nem ao menos percebi o quanto estava enfeitiçada pelo nosso caso indefinido. O fato é, que não tenho como negar ou fugir. E que agora, eu não posso fazer nada para mudar. Ou talvez eu possa, mas não quero. Acomodei e estou suportando a sua falta, supro ela com uma pitada de saudade e com lembranças boas de momentos que vivemos.

Ao contrário do que parece, pensar em você, não me deixa triste.

Pensar em você, me faz sorrir.

Por mais incrível que possa ser, você ainda continua me arrancando sorrisos bobos. Não existe vilã ou mocinha nessa história, somos protagonistas de um final feliz, que ainda estamos escrevendo. Embora tudo pareça diferente, lados opostos de uma mesma moeda, lá na frente, tudo se ajeita. Não queria dizer o óbvio, mas se te interessa saber, o universo anda conspirando a nosso favor. Eu só preciso que você perceba isso, e continue acreditando. São armadilhas do acaso, extremamente disfarçadas e camufladas, qualquer pessoa acaba caindo facilmente. Olhe ao seu redor, estamos lado a lado, na mesma enrascada.

Daí, eu me pergunto: o que eu faço?

Ainda não descobri qual o botão eu preciso apertar, para que o sentimento simplesmente desapareça.

E o meu medo, acima de tudo, é que esse sentimento não desligue de mim. E é nesse momento, que eu procuro um potinho de Alzheimer nas farmácias do tempo, quero tomar em doses, amortecendo aos poucos sua ausência na minha memória. Esquecer desse amor doentio e de todos os pensamentos desnecessários que te torna presente no meu mundo. É, escrevo aqui um monte de loucuras sólidas, enquanto assisto o Snoopy, coincidência ou acaso, mas é justamente o episódio que ele descreve o amor.

Me sinto confortada, em perceber que sempre vai ter alguém passando pelo mesmo problema que eu.

Que até em desenho animado, existem corações partidos.

E remendados, e inteiros…

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