A diferença entre construir um amor e surpreender-se com ele.

Por Jéssica Pellegrini

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Leia o texto abaixo ao som de Ed Sheeran – Shape Of You.

 

O futuro ao amor pertence…

O amor é o sentimento que move o mundo. Não no sentido negativo que estamos sendo levados, mas nos caminhos do bem e da prosperidade. Por quem faz parte de nossas vidas, assim como tudo o que realizamos, o amor é a motivação e o maior incentivo para seguirmos em frente. Seja para conquistarmos o melhor de alguém ou, simplesmente, para avistarmos um pedaço de esperança no céu nublado. O amor é tudo aquilo que acontece quando estamos distraídos. Portanto, quando o moldamos de acordo com as nossas expectativas, certamente, ele será frustrante.

O amor construído é aquele pré-moldado de acordo com as exigências pessoais. Ou seja, encontramos uma pessoa e depositamos nela tudo o que estamos procurando para solidificarmos um relacionamento amoroso. Contribuímos com as atitudes alheias de modo a surpreender-nos com os resultados. Não que seja algo negativo, mas ao contrário da espontaneidade, somos os responsáveis por nossas próprias escolhas. É comum olharmos para o outro e não conseguirmos enxergá-lo, estamos sempre apressados. Toda pausa é como uma dádiva que até mesmo nas horas vagas, torna-se um cronograma de tarefas a serem cumpridas. Se, ao menos, conhecêssemos a nós mesmos, seria mais fácil compreender o outro. Somar e compartilhar ao invés de subtrair.

Seguimos, constantemente, em busca de alguém que escolha ficar, enquanto os demais já foram embora. Um amor que não desista, que seja de verdade e que supra todas as necessidades que estipulamos em nossos corações como prioridades. As exigências são grandes, o relógio gira rápido e não espera por mudanças. Nem tudo acontece no tempo em que desejamos, ainda precisamos aprender a contornar a paciência e ansiedade. Isto é, para quem não sabe onde deseja chegar, qualquer destino ou acaso são aceitáveis. Assim como qualquer amor raso que, ao mergulharmos de cabeça, a enxaqueca do esquecimento será latejante e memorável.

Gratificante é aquele amor que chega manso e, quando menos percebemos, torna-se uma onda de paixão e bons fluídos. Quando amamos alguém pelo que a pessoa, de fato, é. Que não tenhamos preconceitos ou julgamentos. Por uma simples troca de olhares, um gesto minucioso ou uma atitude surpreendente. O amor é leve, não existem cobranças ou limites. Tudo acontece sem nenhum esforço, sem explicações, prazos ou planejamentos. Não é preciso depositar fichas, afinal, o amor acontece de graça. Caro é o preço que as pessoas pagam por não amarem. O amor é um sorriso que nunca se fecha. É a mão suando de nervoso, a segurança ameaçada por um ciúmes bobo, um pôr-do-sol para repor energias e declarações românticas antes de pegar no sono. O amor é muito além de meras palavras, é uma conquista diária. É um interesse inexplicável pelo desconhecido, é arriscar-se sem, ao menos, pensar no perigo ou nas consequências. É tirar os pés do chão, sentir a liberdade e optar por uma vida a dois.  O amor é o combustível da alegria, ele é capaz de tudo e qualquer coisa, se ambos amantes tiverem uma fé inabalável nele.

Amor é olharmos profundamente nos olhos da pessoa amada e não enxergamos luz e nem cor, apenas o oculto que reside no brilho do encontro. Amor é reciprocidade, nua e crua. O amor é seguir na mesma direção, é ter autonomia para mandar embora a tempestade e permitir-se ao arco-íris. O amor é a linha tênue entre o sim e o não, não existem meios termos. O amor é uma certeza convicta.

Que o amor seja nós desamarrados, para que possamos criar laços juntos.

2 Comentários em A diferença entre construir um amor e surpreender-se com ele.

  1. Vanessa Moreira Responder 9 de janeiro de 2017 at 20:06

    Que texto mais lindo, anjo! ❤️

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  2. Agatha Rainer Responder 3 de agosto de 2017 at 13:49

    Ameii o blog, meus parabens!

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